9 de setembro de 2012

Que sol! Que calor!

Sem uma nuvem no céu, ele brilhava mais do que o normal. Esquentava a calçada e deixava trêmulo e embaçado o horizonte daquela extensa avenida, cheia de pares de luzes vermelhas paradas no transito. Enquanto isso, eu andava com minhas mãos apoiadas nas sobrancelhas, protegendo meus olhos, que lacrimejavam de tanta luz e calor.

Parei numa esquina, na intenção de atravessar a extensa avenida. O sol estava tão brilhante que ofuscava a sinalização do farol de pedestres, impossibilitando sua identificação. Fui obrigada a olhar para o farol dos motoristas. Com a mão reta e estendida próxima a têmpora, tapando o brilho do sol, eu consegui distinguir que o amarelo já ia virar vermelho e assim que os carros parassem eu poderia atravessar.

Já do outro lado da avenida, encontrei meu refúgio: às sombras dos altos prédios pude descansar meus braços e colocar meus dedos no bolso de trás do jeans. Continuei caminhando no frescor e proteção das sombras dos prédios. Que alívio!

Segui meu caminho pensando no quão fui abençoada por ter saído de um calor como aquele. Refleti nas palavras do Sábio: Ele faz raiar o Seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.

Pensei: há sol e há chuva para todos, e quem os sente avalia seu impacto, positivo ou negativamente.

Sempre grata,

Cintia.