29 de dezembro de 2012

Eclesiastes 4

"Havia um homem totalmente solitário. Não tinha filho nem irmão. Trabalhava sem parar. Contudo, os seus olhos não se satisfaziam com a sua riqueza. Ele sequer perguntava: para quem estou trabalhando tanto e por que razão deixo de me divertir?

Isso também é absurdo. É um trabalho muito ingrato!

É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!

E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho?

Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade."

Sempre grata,

Cintia.

17 de dezembro de 2012

Reflexão do [fim do] ano

Ainda não nos despedimos de 2012, mas uma coisa que este ano me ensinou foi lidar com as diferenças. Aprendi na prática que ninguém é igual ou melhor que ninguém. Muito menos eu!

O time do coração, a cor preferida, o jeito de lidar com crianças, o bairro de Sampa em que o outro mora. O jeito alheio de escrever, de falar e de sorrir. A crença em Deus, a igreja que o outro frequenta, as músicas e os cultos que ali são celebrados...

Aprendi que nem sempre o que é certo pra mim é certo pro outro. E o que é errado pra mim pode ser totalmente aceitável por outras pessoas.

E sabe o que mais aprendi com isso tudo? A quebrar meus próprios paradigmas. A abrir minha mente e aceitar o que o próximo tem a me dizer ou me ensinar. A priorizar o ouvir do que o falar. A ter cuidado com certas atitudes.

E me desculpe, caro leitor, se te tratei com indiferença em alguma data deste 2012. Não é minha intenção te entristecer. E saiba que se eu aprendi a respeitar as diferenças que nos ajudam a conviver em sociedade, ao ponto do meu pré-conceito cair por terra, é porque em muitas situações Deus me ajudou a enxergar aonde eu deixei de acertar e me ajudou a descer do salto e me corrigir.

Afinal de contas, o Mestre ensinou que "boa árvore tem que dar bons frutos".

8 de novembro de 2012

Oração antes de dormir

Brincando de tirar foto no celular, veio a inspiração de outro texto. Sim, nesse eu também estava no Facebook:


“Quando era [mais] criança, minha mãe não deixava o quarto sem antes me acompanhar na oração que fazíamos antes de dormir...

O tempo passa e coisas mudam, mas o que talvez não vai mudar é aquela sensação dos dedos maternos, deslizando por entre os finos e louros cabelos que dela herdei.”

Sempre grata,

Cintia.

22 de outubro de 2012

#Sky2012

Esse final de semana (20.10) fui com minhas amigas @marymusuc, @bielle40 e #Dayane à balada cristã #Sky2012, promovida pela igreja Renascer. Não sei nos anos anteriores, mas esse ano, na 5ª edição, foi na @Renascer_Hall, na Mooca.

Foi ótimo estar com vários jovens cristãos de outras igrejas e denominações. Foram horas de muita alegria, descontração e diversão saudável.

Da esquerda para direita: @marymusuc, @bielle40, @cimesojedovas e #Dayane

O evento foi das 22 às 6 hs. Entramos à meia noite e ficamos até cinco e meia. Muito bem aproveitados! E como foi no final de semana da mudança de horário de verão, infelizmente tivemos uma hora a menos... =\ 

Contamos com o som do @djmp7, @bandadopa, @adrianogospelf, @AOCUBOOFICIAL e outros que nem lembro... rs

A galera da O2 Church organizou o evento e foi muito mara! Não nos faltou nada. Foram super detalhistas e tiveram uma ótima equipe trabalhando. O que não curti muito é que em grandes eventos o preço das coisas é muito acima do valor normal. Um exemplo foi o picolé de morango que custou R$2,00. Pra uma estagiária como eu, é muito caro... kkk

Não vou repetir informação aqui, mas dá uma olhada no site da Balada Sky e confira informações!

Sempre grata,

Cintia.

20 de outubro de 2012

Pronto, falei!

Como diz meu amigo, "tô pelas tampas com isso aí!" Bom, segue meu texto, totalmente opinativo:

Tenho percebido muitos comentários de indiretas no Face. Se não bastassem as publicações dos mais óbvios assuntos (o horário de verão, o fim da novela, a chuva que não vem, e quando vem é uma tempestade de comemorações, o pedido de segunda para que a semana passe rápido e chegue logo sexta feira, e quando chega o final de semana não faz nada além de sentar a bunda na cadeira e ficar em frente ao pc, interagindo virtualmente com outros usuários que, como ele, também postaram as mesmas coisas), são as indiretas em relação aos seu atual estado de vida espiritual.

Pessoas vivem postando versículos, pedidos de oração, músicas de conteúdo evangeliquês, quase impossíveis de explicar a um não crente, e mesmo sabendo que outros estão longe, distantes de Deus, simplesmente usam dessas ferramentas para provocar mais ainda. E o pior é saber que eles têm – ou pelo menos demonstram – uma vida engajada no Deus Supremo e não param para ajudar àqueles que são intitulados “desviados”, que já fizeram parte da mesma vida, dos mesmos testemunhos, ministérios, etc.

Aí eu paro e penso: cadê você, querido(a) irmão(a), que não ajuda o que está fraco espiritualmente, que vê as pessoas se “desviando” e “curtindo o mundo” e não dá um telefonema, não manda um recado dizendo algo que o anime e o faça sentir amado? Cadê você que vê seu irmão decaindo e simplesmente lamenta que as paixões do mundo tem cegado alguns?

Ao invés de se preocupar em publicar tais indiretas de cenário cristão, por que você não para pra pensar e levanta a bunda da cadeira e faz alguma coisa pra ajudar seu irmão em Cristo a não se aprofundar mais no sistema mundano? Quer uma dica? Faça um convite para reunir a antiga galera com uma programação light, fora do cenário eclesiástico, e brinque. Ria. Conte piadas saudáveis. Assista a um filme ou a um documentário. Compartilhe leituras acadêmicas ou literárias da sua estante. Vá ao Ibirapuera rolar na grama. Isso não custa muito, nem dinheiro...

Mas, se você tiver estocando uma grana e percebe que os “desviados” gastam bastante no final de semana indo e baladas e barzinhos caros, combine uma viagem à Boituva para pular de paraquedas, ou programe uma viagem ao Petar. Afinal de contas, crente também se diverte!

Sempre grata,

Cintia.

9 de setembro de 2012

Que sol! Que calor!

Sem uma nuvem no céu, ele brilhava mais do que o normal. Esquentava a calçada e deixava trêmulo e embaçado o horizonte daquela extensa avenida, cheia de pares de luzes vermelhas paradas no transito. Enquanto isso, eu andava com minhas mãos apoiadas nas sobrancelhas, protegendo meus olhos, que lacrimejavam de tanta luz e calor.

Parei numa esquina, na intenção de atravessar a extensa avenida. O sol estava tão brilhante que ofuscava a sinalização do farol de pedestres, impossibilitando sua identificação. Fui obrigada a olhar para o farol dos motoristas. Com a mão reta e estendida próxima a têmpora, tapando o brilho do sol, eu consegui distinguir que o amarelo já ia virar vermelho e assim que os carros parassem eu poderia atravessar.

Já do outro lado da avenida, encontrei meu refúgio: às sombras dos altos prédios pude descansar meus braços e colocar meus dedos no bolso de trás do jeans. Continuei caminhando no frescor e proteção das sombras dos prédios. Que alívio!

Segui meu caminho pensando no quão fui abençoada por ter saído de um calor como aquele. Refleti nas palavras do Sábio: Ele faz raiar o Seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.

Pensei: há sol e há chuva para todos, e quem os sente avalia seu impacto, positivo ou negativamente.

Sempre grata,

Cintia.

26 de agosto de 2012

Que saudade da chuva!

Mais de um mês que os paulistanos não recebem as gotinhas celestes. O ar da cidade está seco. Umidade do ar está abaixo de 30%. Problemas respiratórios cada vez mais evidentes.

Em memória da chuva que, por enquanto, não vem, eis uma tirinha do Calvim, e o poema "A chuva", do saudoso Arnaldo Antunes.


A chuva derrubou as pontes.
A chuva transbordou os rios.
A chuva molhou os transeuntes.
A chuva encharcou as praças.
A chuva enferrujou as máquinas.
A chuva enfureceu as marés.
A chuva e seu cheiro de terra.
A chuva com sua cabeleira.
A chuva esburacou as pedras.
A chuva alagou a favela.
A chuva de canivetes.
A chuva enxugou a sede.
A chuva anoiteceu de tarde.
A chuva e seu brilho prateado.
A chuva de retas paralelas sobre a terra curva.
A chuva destroçou os guarda-chuvas.
A chuva durou muitos dias.
A chuva apagou o incêndio.
A chuva caiu.
A chuva derramou-se.
A chuva murmurou meu nome.
A chuva ligou o pára-brisa.
A chuva acendeu os faróis.
A chuva tocou a sirene.
A chuva com a sua crina.
A chuva encheu a piscina.
A chuva com as gotas grossas.
A chuva de pingos pretos.
A chuva açoitando as plantas.
A chuva senhora da lama.
A chuva sem pena.
A chuva apenas.
A chuva empenou os móveis.
A chuva amarelou os livros.
A chuva corroeu as cercas.
A chuva e seu baque seco.
A chuva e seu ruído de vidro.
A chuva inchou o brejo.
A chuva pingou pelo teto.
A chuva multiplicando insetos.
A chuva sobre os varais.
A chuva derrubando raios.
A chuva acabou a luz.
A chuva molhou os cigarros.
A chuva mijou no telhado.
A chuva regou o gramado.
A chuva arrepiou os poros.
A chuva fez muitas poças.
A chuva secou ao sol.


Sempre grata,

Cintia.

20 de agosto de 2012

Cintia versão South Park

Brincando na internet, fiz meu "auto retrato" com o avatar do South Park:


Minha mãe, antes de rir, disse que foi um "serviço de desocupado" . Descordei totalmente.

;)

Sempre grata,

Cintia.

12 de agosto de 2012

Feliz dia dos pais!


Este senhor é o meu pai, o bondoso Antonio Jomar Nogueira.


Nascido em 1942, foi o segundo filho da então principal parteira da cidade de Catarina, no sertão cearense. De família simples, que sempre prezou pela boa educação e pelo respeito ao próximo, ajudou a cuidar dos irmãos mais novos, estudou e fez a vida aqui em São Paulo – como todo bom nordestino faz. Trabalhou por mais de vinte anos na Rodhia, em São Bernardo do Campo, e se aposentou quando mudamos para a casa maior (lembra do texto Minha lua amiga, publicado há alguns dias?). Casou tarde – porque a esperança é a última que morre –, em 1984, e já nos anos seguintes nasceram seus melhores frutos: Raquel, em 1985, Débora, em 1987, e eu, em 1988.

Ele sempre fez o melhor por nós. Por mais que fosse difícil a situação, ele sempre deu um jeito de nos ajudar e suprir nossas necessidades – afinal de contas, criar três filhas loiras dos olhos claros e com pouca diferença de idade realmente não é para qualquer um... rs

Agradeço muito ao Pai pelo meu pai. Porque mesmo estando perto ou longe, estamos sempre juntos!

Sempre grata,

Cintia.

4 de agosto de 2012

Poema sinfônico para 100 metrônomos

Lendo um dos artigo do Arrigo Barnabé no site da revista Piauí, encontrei lá no rodapé da página essa belezinha de vídeo:


Para contextualizá-lo, caro leitor, eis o que o Barnabé escreveu:

"E o compositor húngaro Gyorgy Ligeti, que sempre revelou uma fascinação pelos "autômatos", escreveu uma peça para 100 metrônomos [...], com o título de "Poema sinfônico para 100 metrônomos".

É uma peça extremamente interessante, transcendendo o meramente musical, ao aproveitar aspectos expressivos do objeto [metrônomo] em si, ultrapassando as fronteiras entre música e artes plásticas, numa instalação "mecânica".

Vale a pena ver, principalmente se você cultiva a paciência como uma virtude fundamental do ser humano..."


Leia o artigo na íntegra:

http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-musicais/geral/metronomo

Sempre grata,

Cintia.

30 de julho de 2012

Um lento desaparecer

Uma das partes desta música diz que "pessoas nunca desabam de uma vez; é um lento desaparecer".

Aí a gente começa a lembrar de "brechas" do dia a dia (dia-a-dia, sei lá). Talvez uma decisão errada, uma palavra dita em momento impróprio, aquela brincadeira de mau gosto ou até mesmo aquele simples abraço que deixamos de dar.

Lembra?!

As "brechas" acumulam. E acumulam tanto que quando paramos para analisar, não há mais escape ou algum atalho para recorrer. Porque enquanto dávamos, sem perceber, vazão às "brechas", elas lentamente iam nos consumindo e tirando tudo o que tínhamos.

Por isso, tomemos cuidado: abismo chama outro abismo.


Sempre grata,

Cintia.

25 de julho de 2012

25 de julho - Dia do escritor

Hoje é o dia do escritor! E um dos meus preferidos é o Pedro Bandeira. Sua escrita sempre me chamou atenção, principalmente no livro A Marca de Uma Lágrima, que teve sua primeira publicação pela Editora Moderna em 1985.

Izabel, a protagonista da história, “com o amor no coração e com a morte na alma”, deu um sentido todo especial à página quarenta e seis do livro:

“E o meu amado o que diria
se eu partisse?
O que diria se estes versos
não ouvisse?
O que teria em suas mãos
senão um corpo dessangrado
cheio de carne, de suspiros,
de delírio apaixonado?
Faltaria, porém, o recheio das idéias,
a loucura e a razão,
que transforma um encontro sem graça
em tremenda paixão!
Mas não tema o meu querido
que esse amor desapareça,
pois ele é amado ao mesmo tempo
por um corpo e uma cabeça.
O corpo ele pode beijar, cheirar,
fazer do corpo mulher.
Mas a cabeça o possui, manipula,
e faz dele o que quer!
Haja o que houver, do meu amor
esse garoto foi o rei.
Digam a ele que com corpo e cabeça
eu sempre o amarei.
A marca desta lágrima testemunha
que eu o amei perdidamente.
Em suas mãos depositei a minha vida
e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas
cada verso que lhe dei,
como se fossem confetes
de um carnaval que não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou
foi farsante, vigarista, mascarada,
foi amante, entregando-lhe outra amada,
foi covarde que amando nunca amou!”



Parabéns, escritores! São vocês os grandes responsáveis pela existência da palavra leitor.

Sempre grata,

Cintia.

23 de julho de 2012

Minha lua amiga

Criei este texto na noite do dia dezenove de abril, enquanto estava no Facebook. Fiquei com receio em publicá-lo, mas, enfim, ei-lo aqui:


"Quando pequena, morava em apartamento, no andar térreo. Na sala, havia uma janela, que para uma loirinha de três anos era muito grande, pois, mesmo com os braços esticados, meus dedinhos não alcançavam suas extremidades.

Lembro-me de que uma vez fiquei doente e durante quase uma semana tive que acordar de madrugada para tomar remédio. Enquanto minha mãe ia até a cozinha encher a colher com o líquido alaranjado de gosto amargo, eu aguardava silenciosa, de joelhos sobre o assento do sofá, apoiada com os cotovelos na parte de cima do encosto, com as mãozinhas nas minhas rosadas e redondinhas bochechas, observando o brilho da lua.

Ficava admirada ao ver que mesmo sozinha ela não deixava de brilhar.

Poucos anos depois mudei para uma casa grande – e aqui moro desde então. A sala daqui de casa também tem uma janela grande, mas são das janelas (são duas) do meu quarto que o encanto renasce: muitas vezes, antes de dormir, eu me coloco de pé perante elas e fixo meus olhos em direção ao céu e vejo que a mesma lua que contemplava aos três anos continua lá, brilhante e encantadora. E cada vez que a observo, parece que seu brilho ainda se recorda dos mesmos olhos claros que tanto a veneram.

Fico admirada ao ver que mesmo com o passar do tempo, e mesmo sozinha, ela não deixou de brilhar."

Sempre grata,

Cintia.

19 de julho de 2012

Quase dois anos depois...

"Eu voltei, agora pra ficar
Porque aqui, aqui é meu lugar.
Eu voltei pras coisas que eu deixei.
Eu voltei."

O portão, de Roberto Carlos.

Sim. Depois de mais de um ano, retomo minha rotina de publicações. E nada melhor do que retornar com música! E escolhi esta - pois o refrão faz jus ao fato - na interpretação de Luiza Possi*.




Sempre grata,

Cintia.

*vou mencioná-la muito neste blog